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Porque é que eu acho que NÃO devemos comer bolacha tipo “Maria”

Tenho a certeza que as seguintes frases estão a ecoar na cabeça de muitos leitores: "…Até no hospital dão bolachas Maria. Se não fossem saudáveis, não as davam aos pacientes…”, “Mas o meu nutricionista recomendou…” ou até ” O pediatra disse que já podia dar estas bolachinhas ao meu bebé”. Diferentes profissionais têm diferentes opiniões, por isso convido os leitores a continuarem a ler e decidirem por si mesmos.

Na imagem podem encontrar o rótulo de uma das marcas de bolachas tipo “Maria” e por baixo, algumas explicações simples dos ingredientes:

  1. Farinha de trigo – causa inflamações, alergias, disturbios gastrointestinais, desequilibrio do pH, adição, diabetes, obesidade, etc…

  2. Açúcar – causa aumento de gordura visceral, diminuição da sensibilidade insulínica, aumento do triglicerídeos (gordura no sangue), Diminuição do HDL (colesterol “bom”), Aumento do LDL (colesterol “mau”), Esteatose hepática, Inflamação Generalizada e está ligado ao aparecimento de carcinomas.

  3. Gordura vegetal de palma – relacionada com várias doenças e grande impacto na natureza.

  4. Xarope de glucose – versão “barata” do açúcar. Causa aumento de gordura visceral, diminuição da sensibilidade insulínica, aumento do triglicerídeos (gordura no sangue), Diminuição do HDL (colesterol “bom”), Aumento do LDL (colesterol “mau”), Esteatose hepática, Inflamação Generalizada e está ligado ao aparecimento de carcinomas.

  5. Soro de leite em pó - contem lactose

  6. Sal

  7. E500ii – Hidrogenocarbonato de sódio – anti-acido, também usado na espuma de extintores, cerâmica, desodorizantes, etc.

  8. E503ii – Hidrogenocarbonato de amónio – fermento que pode proceder à libertação de Amonio/Amoniaco quando presente a certas substancias

  9. E322 – Lecitina

  10. E223 – Metabissulfito de sódio: contêm sulfitos – aditivo tóxico quando consumidos em grande quantidade ou por pessoas alérgicas ou com com asma

  11. E304i – palmitato de ascorbilo (obtido sinteticamente)

  12. E306 – extracto rico em tocoferóis e contêm vitamina E

  13. Aroma – obtido em laboratório.


Para quem não sabe, os ingredientes são colocados por ordem de quantidades: ou seja, o açúcar é o segundo ingrediente principal e na verdade volta a repetir-se no quarto lugar... Mesmo sem entrar nos detalhes das quantidades de nutrientes (pois em 100 gramas do produto podemos encontrar 23 gr de açucares = 6 colheres de chá), digam o que disserem, isto não é “comida de verdade”. Atenção: isto não quer dizer que eu não coma, ou que voçês não possam comer uma bolacha de vez em quando, apenas quero alertar para o facto de este não ser uma alimento adequado para ser consumido diariamente, muito menos para bebés.


Podia estar aqui a escrever durante horas, sobre o indíce glicémico, o glúten, a ação inflamatória, etc, mas penso que "para bom entendedor, meia palavra basta". Estudem e pesquisem um pouco antes de acreditarem cegamente em tudo (em mim também ;)


Fica a dica: os melhores alimentos são os que não têm rótulo (refiro-me a fruta, vegetais, nozes, etc.). Se quiserem uma alternativa de bolacha para miúdos e graúdos, fica aqui a receita mais fácil do mundo, com 3 ingredientes, em 3 minutos. Podem inscrever-se na newsletter (fundo da página) para receberem em breve mais receitas de bolachinhas e outros snacks saudáveis.


Partilhem o artigo de forma a alertar o máximo de pessoas possível para a importância da leitura dos rótulos dos alimentos.


Nota: o artigo é sobre a bolacha em questão por esta ser tão recomendada por profissionais de saúde, no entanto aplica-se à maioria das bolachas “de compra”.


Bibliografia:

Yudkin, J. (1986). Pure, White and Deadly. How sugar is killing us and what we can do to stop it. Penguin Books.Durnin, J. (1986) “SUGAR AND OBESITY”, Nutrition & Food Science;


PRUIMBOOM, L.; PUNDER, K.; The Dietary Intake of Wheat and other Cereal Grains and Their Role in Inflammation, University of Girona;


Maurano, F.; Mazzarella, G.; Luongo, D. et al. “Small Intestinal Enteropathy in Non-Obese Diabetic Mice Fed a Diet Containing Wheat”. Diabetologia, maio 2005;


Hadjivassiliou, M.; Sanders, D. S.; Grünewald, R. A. et al. “Gluten Sensitivity: from Gut to Brain”. Lancet, mar. 2010;

Dohan, F. C. “Wheat ‘Consumption’ and Hospital Admissions for Schizophrenia During World War II. A Preliminary Report”. Jan. 1966;


Juntunen, K. S.; Niskanen, L. K.; Liukkonen, K. H. et al. “Postprandial Glucose, Insulin, and Incretin Responses to Grain Products in Healthy Subjects”. American Journal of Clinical Nutrition, fev. 2002;


Lista de aditivos alimentares, ASAE Portugal – disponível em www.asae.pt


SIDS Initial Assessment Report – Ammonium Bicarbonate, Organisation for Economic Co-operation and Development 

Sara, viajeira de corpo & mente, apreciadora de comida saudável (e da outra também) & de tudo o que é bom na vida. 

Blogger & Fisiologista do Exercício, PG Nutrição Clínica

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